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A Liberação

We're Getting Mutants in the MCU - The Loop

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O livro "A Liberação", o sétimo dos dezoito Glifos Analisados, conta como deu-se a libertação da cidade de Meridiana por Avad.


Conteúdo

A Liberação de Meridiana

Um relato oficial, como registrado pelos Contadores dos Clérigos do Sol e marcado pelos emblemas da Verdade de Varan Severo, que testemunhou estes eventos.

No vigésimo primeiro ano do reinado de Jiran, no ápice da loucura do décimo terceiro Rei Sol, o herdeiro do trono foi sentenciado à morte. O crime do Resplendoroso Kadaman foi exigir o fim dos massacres causados pelo pai, e foi o seu sacrifício que deu início a esse fim.

Ao cair da noite, o Resplendoroso Avad, segundo herdeiro de Jiran, fugiu de Meridiana com sua guarda de honra, formada por soldados leais a ele e não ao Rei Sol. Durante a noite toda, eles viajaram em direção ao norte, sabendo que ao amanhecer eles seriam declarados como traidores e condenados à morte. Dito e feito, quando Jiran fez este anúncio, eles já estavam bem longe, até que cruzaram as fronteiras do Solar e entraram no território dos Oseram.

Avad era astuto e planejava negociar algumas condições com os Oseram. Ele sabia que tinha uma aliada entre eles: Ersa, uma feroz guerreira Oseram com quem Avad tivera uma longa e incomum história. Dois anos atrás, Ersa havia sido levada a Meridiana como prisioneira para ser sacrificada. Mas ela sobreviveu à Arena Solar, matando dois Falcões com as próprias mãos. Com isso, ela conquistou a honra de se tornar escrava no palácio, e foi então que o Príncipe Avad a conheceu. Uma rara amizade se formou entre eles, E Avad conspirou para libertá-la. Ela voltou imediatamente para sua terra natal entre os Oseram. Agora, desesperado por aliados, Avad recorreria à Oseram que ele havia ajudado a libertar.

Ersa tinha laços com os chefes de guerra e botas de aluguel que resistiram aos Ataques Rubros. Com a bravura de Ersa e a perspicácia de Avad, eles poderiam comandar um bando de guerra para derrubar Jiran. E como herdeiro legítimo ao trono do Sol, Avad esperava inspirar muitos de seus súditos a apoiá-lo, poupando Meridiana de um conflito prolongado.

Após meses de preparativos, Avad e os aliados cruzaram a fronteira e marcharam até Meridiana. Quando souberam da chegada deles, muitos soldados Carja recuaram para a cidade, largaram as armas ou até se uniram aos libertadores. Contudo, Avad sabia que os fiéis a Jiran defenderiam Meridiana até que o último deles morresse, mesmo que fosse preciso sacrificar as vidas dos cidadãos, em caso de cerco à cidade sagrada.

Ele viu que os falcões e a guarda real já estavam do lado de dentro dos muros, prontos para o combate. Mas os aliados Oseram de Avad haviam trazido novas armas nunca vistas sob o Sol: estrondosos canhões, fortes como máquinas. Avad permitiu que eles disparassem os canhões contra as muralhas externas, que vieram abaixo juntamente com muitos defensores, em uma grande carnificina.

Quando a fumaça se dissipou, os libertadores atacaram em três grupos; um deles escalou os muros sob o Templo do Sol; outro avançou pelos aquedutos do Palácio; enquanto a tropa principal derrubou os portões embarreirados da cidade com tiros de canhão. Esses foram os últimos disparos efetuados contra a cidade sagrada, pois Avad proibiu qualquer destruição posterior.

Nas ruas, as cenas de brutalidade e caos foram tantas que não seria possível recontá-las. Em meio ao miasma de sangue e fumaça, os escravos foram libertos e centenas deles se espalharam, desesperados para fugir. Muitos dos defensores de Jiran aproveitaram a oportunidade para escapar nessa correnteza de desespero. No dia seguinte, ao ver suas forças drasticamente reduzidas, o Rei Sol Jiran ordenou que seus fiéis falcões levassem Itamen, seu único herdeiro restante, para longe da cidade.

Helis, o Terror do Sol, abriu caminho pela cidade, de leste a oeste, destruindo tudo pela frente, tanto aliados quanto inimigos. A selvageria de Helis e seus falcões não tinha precedentes, e foi assim que Itamen, sua mãe (a nobre Rainha Nasadi), e o Alto Clérigo do Sol Bahavas escaparam.

Avad confrontou Jiran no Solarium. O príncipe tinha esperanças que o pai respondesse pelos crimes de forma honrada, mas ao ver que isso não seria possível, com grande angústia teve que dar fim à vida dele. Como o assassinato de um legítimo Rei Sol é um ato impensável, que certamente mergulharia o mundo na Sombra, a morte de Jiran provou que o Sol havia renunciado a legitimidade dele.

Sim, o Sol havia se transformado em Sombra no trono de Meridiana, e foi a luz de Avad que afastou a escuridão para o oeste, onde permanece até hoje. E assim, o ciclo das coisas voltou ao normal, neste primeiro ano do reinado do décimo quarto Rei Sol, o Resplendoroso Avad.

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